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terça-feira, 19 de agosto de 2014

Fale com estranhos!

Você já parou pra pensar em quantas pessoas já leram o livro que você fechou há uns minutos ou horas? Você acha impossível alguém te parar na rua ou no ônibus simplesmente por conta desse livro? Pois é meu amigo, é possível! É possível ao sol da manhã de terça feira, onde a semana mal começou, mas você já está querendo que ela acabe e sua única escapatória do cansaço diário é abrir o livro nas poucas horas que tem disponível no ônibus.

 Quando, do nada, você simplesmente ouve uma voz “Sabia que os livros dessa autora vão ser lançados na bienal?”, olha pro lado meio assustado, até assombrado, já que as pessoas não costumam falar no ônibus em plena manhã, ainda mais com estranhos. É possível você começar a conversar com uma pessoa que você nunca viu na sua vida simplesmente porque ela ama os mesmos livros que você. Sinceramente? Essa foi uma das experiências que mais enriqueceram meu leque de alegrias, meu dia se transformou, é sempre bom fazer novos amigos, ainda mais novos amigos que leem a mesma coisa que você. Sabe aquela sensação de estar caminhando com o sol da manhã na pele e aquele vento gelado no rosto que te indicam que você está vivo? Foi assim que eu me senti, feliz! Então, quando ver alguém lendo o seu livro favorito e essa pessoa sentar ao seu lado, não hesite, fale com ela(e)! Você pode fazer o dia de alguém, talvez até um bom amigo ou quem sabe um grande amor? A realidade é mais louca que nos livros, esses precisam se basear em fatos para serem plausíveis, já a realidade, meu querido, nela tudo pode acontecer!

terça-feira, 9 de julho de 2013

Resenha: A Menina que Roubava Livros - Markus Zusak


Lançamento: 2007
Autor: Markus Zusak
Editora: Intrínseca
Paginas: 480

Quando a morte conta uma história você deve parar para ler

Um livro que comecei às cegas e que realmente me surpreendeu. Há muito tempo que não me sinto assim em relação a um livro. Este me surpreendeu do começo ao fim. O que já surpreende o leitor é a narradora da história. Sim, caro leitor, é a morte! Essa que todos tememos e que sabemos que um dia iremos encontrar. Ela conta a história da pequena Liesel Meminger, uma pequena roubadora de livros. Digamos que isso é um certo dom que a pequena tem.

A história se passa na durante a segunda guerra mundial, o que deixa o clímax da história com uma tensão maior. A mãe de Liesel, logo no começo da história, a deixa com uma família que teria melhores “condições” de criá-la. Já que a mãe, comunista, era perseguida pelos nazistas. Ao longo do livro percebemos a criação de uma verdadeira família, mesmo que torta, entre Liesel e seus pais de criação. Nessa nova cidade, junto com sua nova família e amigos, mais precisamente amigo, Liesel Meminger tem aventuras de te fazer sorrir, suspirar, chorar, torcer. O livro é um sentir no papel. Em certos momentos eu virava para a última página, onde estava a foto do autor, e gritava “Te odeio, cara!”  ou então “Ah, cara, me abraça!”. Meio louco, mas quem nunca?

O livro é uma mistura de sensações do começo ao fim, cada acontecimento te surpreende. O laço que o autor cria entre o leitor e os personagens, nunca foi tão duro me despedir de personagens desde Harry Potter. Cada vez que você vai se aproximando do fim, um aperto no peito vai surgindo, pois, só o fato de pensar que você terá que se despedir daqueles personagens é arrasador.

Enfim, posso escrever e escrever sobre esse livro, mas nunca as palavras serão suficientes para descrever cada sensação que tive a cada virar de página. Não posso falar mais sobre a história do livro, caso contrário falarei spoilers, e ninguém quer isso. Ou querem? Enfim, se quiserem é só pedir, porém não irei falar, pois vocês têm que ler o livro, simplesmente tem que ler o livro.

A nota não podia ser diferente, é claro que são cinco estrelas. Sério, leiam esse livro!


domingo, 21 de abril de 2013

Clássicos: A hora da estrela - Clarice Lispector

Nesta série, chamada "Clássicos" (criatividade a mil), indicarei os clássicos que já li e gostei. Não farei uma resenha do livro, simplesmente irei comentar um pouquinho, nada muito elaborado.

Eu sou adepto do movimento "Leia o que quiser", mas de vez em quando é bom experimentar coisas novas, então indicarei clássicos para quem quer começar. Não estipularei um tempo para as postagens, mas provavelmente será uma vez por mês.

Irei começar com o livro "A hora da estrela" da escritora mordenista, Clarice Lispector.
Pois que a vida é assim: aperta-se o botão e a vida acende. Só que ela não sabia qual era o botão de acender

Lançamento: 1977
Autor: Clarice Lispector
Editora: Rocco
Paginas: 87
Sinopse:A história da nordestina Macabéa é contada passo a passo por seu autor, o escritor Rodrigo S.M. (um alter-ego de Clarice Lispector), de um modo que os leitores acompanhem o seu processo de criação. À medida que mostra esta alagoana, órfã de pai e mãe, criada por uma tia, desprovida de qualquer encanto, incapaz de comunicar-se com os outros, ele conhece um pouco mais sua própria identidade. A descrição do dia-a-dia de Macabéa na cidade do Rio de Janeiro como datilógrafa, o namoro com Olímpico de Jesus, seu relacionamento com o patrão e com a colega Glória e o encontro final com a cartomante estão sempre acompanhados por convites constantes ao leitor para ver com o autor de que matéria é feita a vida de um ser humano.

E agora - agora só me resta acender um cigarro e ir para casa. Meu Deus, só agora me lembrei que a gente morre. Mas - mas eu também?! Não esquecer que por enquanto é tempo de morangos. Sim

Comecei o livro com certo entusiasmo, já que várias pessoas me disseram que o mesmo era maravilhoso, e eu confirmo essa característica. O livro se resume em uma palavra "Perfeito".

O livro é doce e  profundo, a escrita da Clarice é completamente envolvente, a partir do momento em que você começa a ler não consegue mais larga-lo, fica sempre querendo saber o que irá acontecer com a ingênua Macabéa. Clarice nos faz refletir sobre diversas questões da vida.


Apesar de assustar de primeira, ele realmente é um livro fácil de ler, contudo é necessário que o leitor use a cabecinha durante a leitura. Não é um livro que se lê como se lê um “Crepúsculo” ou um “Percy Jackson”, é necessária certa reflexão durante a leitura.


“Felipe, será que eu vou gostar?” Se você começar a lê-lo forçado, provavelmente não. Minha dica é: Leia somente se a estória te interessar, porque o que não falta são clássicos por aí, então você pode escolher o que quiser.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Especial: Viciado em livros

Você já parou para pensar que você pode ser um dos infectados pelo bichinho da leitura? Isso mesmo meu amigo leitor. Você  lembra da primeira vez que pegou um livro infanto-juvenil na biblioteca do seu colégio e desde então nunca mais conseguiu parar de ler  Sempre que você fica um longo período sem ler, você se sente mal, sente um vazio? Pois então, você é um do infectados!

Ler é maravilhoso, isso é um fato incontestável, mas existem certos cuidados que devemos tomar para que isso não prejudique nossa vida social,  profissional e muito menos a financeira.  É claro que ler traz diversos benefícios,  para muitos é um refúgio dos problemas, mas temos que saber dosar as coisas. Por isso fiz uma lista com algumas dicas que podem te ajudar a ser um leitor saudável:


1- Compre um livro por vez, assim você economizará dinheiro e evitará problemas com o SPC (kkkkkk)
2- Nunca deixe que sua mãe te veja lendo de madrugada ( isso evita broncas desnecessárias, afinal você está lendo não, fazendo sexo) 
3- Saia com os amigos no final de semana (não esqueça o livro pocket)
4- Nunca leia mais de uma hora (pelo menos na frente dos seus pais)
5- Acesse o "Resenhas e muito mais" assim você encontrará dicas dos melhores livros e não perderá seu tempo e dinheiro com os ruins  (pura verdade)


Esse é um post cômico, porém isso é algo sério pessoal, não se isolem por completo, claro leiam muito, muito mesmo, mas tenham cuidado para que isso não te prejudique nas suas relações sociais, porque às vezes ficamos tanto no nosso mundinho mágico da literatura que esquecemos que lá fora existe um mundo real que devemos enfrentar.