sábado, 31 de agosto de 2013

Ressaca literária

Ultimamente estou sofrendo de um problema que, eu espero, vários leitores passaram. Não sei como me livrar, e isso está realmente me matando. Estou sofrendo com a tão temida “ressaca literária”. Pois é, caros amigos, está complicado de me libertar.

O ultimo livro que li foi “O Teorema Katherine” do John Green, meu autor favorito. Não consegui resenhá-lo, as histórias do John sempre mexem muito comigo, essa em especial mexeu extremamente com o meu emocional. Claro, esse não é um dos melhores dele, mas o li em um momento frágil. Na verdade, a proximidade que o John cria entre você e os personagens é o que realmente mexe comigo.

Enfim, já tentei iniciar dois livros após esse, mas não consegui, eu realmente não consegui. Não chego nem na página 50, o que é muito estranho porque em menos de uma semana eu já estou quase no fim do livro. Não sei se é porque os livros que eu escolhi mudaram completamente a temática ou se é a escrita dos autores. Não sei se tem um motivo definido. É complicado descobrir uma causa. 

Bom, isso aqui foi mais um desabafo. Estou tentando sair, em breve, ou não, eu posto dicas de como sair desse mal que, infelizmente, está presente na nossa vida de leitores assíduos. 

Se alguém tiver uma dica, por favor, deixe aqui nos comentários. 

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Resenha: Ecos da Morte - Kimberly Derting

Ano: 2011
Autor: Kimberly Derting
Editora: Intrínseca
Paginas: 272
Sinopse: Para ela, isso nunca foi um grande talento. Na maioria das vezes, tudo o que encontrava eram pássaros mortos, deixados para trás pelo gato da família. Mas, agora que um serial killer está aterrorizando a pequena cidade onde mora e os ecos das garotas assassinadas a perseguem dia e noite, Violet se dá conta de que talvez seja a única pessoa capaz de detê-lo. Em pouco tempo ela estará no rastro do assassino. E ele, no dela.



Comprei este livro em uma promoção no submarino, então não tenho muito que reclamar, porém o livro realmente me decepcionou. Eu esperava algo com um clima sombrio, afinal o nome do livro é “Ecos da Morte”, porém ele tem simplesmente um clima totalmente adolescente.

O livro conta a história de Violet, uma garota que tem um “dom” meio que estranho, ela pode localizar corpos. A coisa funciona mais ou menos assim: quando alguém é assassinado seu corpo libera ecos, que podem ser algum tipo de som, cores ou algo do tipo. E Violet é atraída por esses ecos de uma forma incontrolável. Esse dom nunca a incomodou, já que ela apenas encontrava corpos de pequenos animais, porém um serial killer aparece na sua cidade e começa a matar garotas da mesma faixa etária de Violet. Então, já dá pra imaginar o que acontece a partir daí. Violet será a única que poderá identificar esse assassino, pois a pessoa que mata também carrega um tipo de eco, mais especificamente uma marca.

Paralelamente a isso, acontece a parte adolescente e cheia de “mimimis” da história. Violet está apaixonada por seu melhor amigo, então tudo isso, junto e misturado, confunde sua cabeça.

O livro, em um todo, é bom, porém a autora se perdeu na hora do romance, dando mais destaque do que deveria a ele. A parte do serial killer foi quase que esquecida, a autora deu valor demais aos “mimimis” de Violet.

Outro ponto que a autora pecou foi na construção dos personagens, eu realmente não consegui me apegar a nenhum. Porém não posso deixar de dar destaque a algumas partes do livro, como, por exemplo, as partes que são narradas do ponto de vista do serial killer.

Bom, não é um livro que eu indico, porém é uma boa leitura pra quem quer passar o tempo, mas existem livros muito melhores para passar o tempo. Porém se você quiser tirar a prova, o livro está sempre em promoção no submarino.


quarta-feira, 31 de julho de 2013

Resenha: A Culpa é das Estrelas - John Green

Ano: 2012
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Paginas: 288
Sinopse: Os adolescentes Hazel e Gus gostariam de ter uma vida normal. Alguns diriam que não nasceram com estrela, que o mundo deles é injusto. Os dois são novinhos, mas se o câncer do qual padecem ensinou alguma coisa, é que não há tempo para lamentações, pois, se aceitamos ou não, só existe o hoje e o agora. E assim, com a intenção de realizar o maior desejo de Hazel - conhecer seu escritor favorito - ambos cruzarão o Atlântico para uma aventura contra o tempo, tão catártico quanto devastador. Destino: Amsterdam, o lugar onde reside o enigmático e mal-humorado escritor - a única pessoa que talvez possa ajudar-lhes a encaixar as peças do enorme quebra-cabeça onde se encontram.

Não dá para escolher se você vai ou não vai se ferir neste mundo, meu velho, é possível escolher quem vai feri-lo.

A resenha de hoje é sobre um livro que todos estão acostumados a ouvir falar, mas que não deixa de ser maravilhoso.

O livro conta a história de Hazel Grace e Augustus Waters, dois adolescentes um pouco diferentes do normal. Hazel tem câncer terminal nos pulmões, ela precisa andar com um cilindro de oxigênio para todos os cantos, já que não consegue respirar direito. Já Augustos tem uma perna amputada, pois foi o único jeito de remover seu tumor. Os dois se conhecem em uma reunião de um grupo de apoio a crianças com câncer. A partir do momento em que suas histórias se cruzam, nasce um belo e puro amor.

Não vou ficar contando muito sobre a história do livro, pois sei que a maioria de vocês já está cansada de saber sobre o que se trata. Então vamos direto para a minha opinião.

A escrita do John continua apaixonante, é impossível não se apaixonar por um dos personagens (meninas podem ficar com o Gus, que eu fico com a Hazel). Apesar de tratar de um assunto pesado como o câncer, a história é leve e pesada ao mesmo tempo. É uma mistura de sensações, em um momento você vai rir e em outro chorar.

O John conseguiu não cair na mesmice de histórias do tipo. Porém eu senti que o livro seguiu o mesmo esquema de “Quem é você, Alasca?”. Mas isso não empobreceu em nada a história, que é linda e triste ao mesmo tempo.

Vou dar quatro estrelas, por conta do que citei acima, mas é um livro que eu realmente indico para todos.



quarta-feira, 24 de julho de 2013

Resenha: Quem é você, Alasca? - John Green

Quem é você, Alasca?
Ano: 2010
Autor: John Green
Editora: WMF
Paginas: 240
Skoob

Imaginar esse futuro é o que nos impulsiona para a frente, mas nunca fazemos nada. Simplesmente usamos o futuro para escapar do presente


Mais um livro que comecei às cegas e posso dizer que foi mais um que me surpreendeu. Meu primeiro contato com John Green foi a partir desse livro, o autor realmente me surpreendeu com sua escrita objetiva e ao mesmo tempo profunda.

O livro conta a história de Miles Halter, que resolveu sair de casa para ir à escola preparatória de Culver Creek, justificando a sua ida com as últimas palavras de François Rabelai "Eu vou procurar um Grande Talvez". O garoto coleciona ultimas palavras, ele lê as biografias de figuras famosas e decora suas ultimas palavras.

Chegando a Culver Creek Miles conhece Chip, que tem como apelido Coronel. Os dois dividem quarto, o que acaba tornando-os próximo. É possível ver o desenvolvimento dessa amizade no decorrer do livro. Lá ele também conhece Alasca Young, uma garota selvagem, misteriosa e completamente apaixonante (confesso que me apaixonei por ela).

O livro segue muito dos clichês que vemos por aí, porém a maneira como o John Green levou a história é que o torna único. O decorrer dos fatos são completamente envolventes e em algumas passagens te deixa sem fôlego de tanto rir ou chorar. Confesso que não chorei, mas quase derramei lágrimas com o rumo que história levou.

Um livro lindo, único, instigante e emocionante. Após lê-lo você, com certeza, entrará em um choque emocional com o desfecho.

Mais um livro que me deixa completamente com depressão pós-livro, quase uma ressaca literária. Mas, como me apaixonei pela escrita do John, acabei por começar “A Culpa é das Estrelas”.

A nota não podia ser diferente, são cinco estrelas vezes cinco para esse livro maravilhoso. Não vejo a hora de ler todos os livros desse autor que eu considero um gênio.


terça-feira, 9 de julho de 2013

Resenha: A Menina que Roubava Livros - Markus Zusak


Lançamento: 2007
Autor: Markus Zusak
Editora: Intrínseca
Paginas: 480

Quando a morte conta uma história você deve parar para ler

Um livro que comecei às cegas e que realmente me surpreendeu. Há muito tempo que não me sinto assim em relação a um livro. Este me surpreendeu do começo ao fim. O que já surpreende o leitor é a narradora da história. Sim, caro leitor, é a morte! Essa que todos tememos e que sabemos que um dia iremos encontrar. Ela conta a história da pequena Liesel Meminger, uma pequena roubadora de livros. Digamos que isso é um certo dom que a pequena tem.

A história se passa na durante a segunda guerra mundial, o que deixa o clímax da história com uma tensão maior. A mãe de Liesel, logo no começo da história, a deixa com uma família que teria melhores “condições” de criá-la. Já que a mãe, comunista, era perseguida pelos nazistas. Ao longo do livro percebemos a criação de uma verdadeira família, mesmo que torta, entre Liesel e seus pais de criação. Nessa nova cidade, junto com sua nova família e amigos, mais precisamente amigo, Liesel Meminger tem aventuras de te fazer sorrir, suspirar, chorar, torcer. O livro é um sentir no papel. Em certos momentos eu virava para a última página, onde estava a foto do autor, e gritava “Te odeio, cara!”  ou então “Ah, cara, me abraça!”. Meio louco, mas quem nunca?

O livro é uma mistura de sensações do começo ao fim, cada acontecimento te surpreende. O laço que o autor cria entre o leitor e os personagens, nunca foi tão duro me despedir de personagens desde Harry Potter. Cada vez que você vai se aproximando do fim, um aperto no peito vai surgindo, pois, só o fato de pensar que você terá que se despedir daqueles personagens é arrasador.

Enfim, posso escrever e escrever sobre esse livro, mas nunca as palavras serão suficientes para descrever cada sensação que tive a cada virar de página. Não posso falar mais sobre a história do livro, caso contrário falarei spoilers, e ninguém quer isso. Ou querem? Enfim, se quiserem é só pedir, porém não irei falar, pois vocês têm que ler o livro, simplesmente tem que ler o livro.

A nota não podia ser diferente, é claro que são cinco estrelas. Sério, leiam esse livro!


sexta-feira, 24 de maio de 2013

Especial: Desmembrando uma escola particular


Hoje, 24 de maio de 2013, eu tive a oportunidade de assistir uma palestra do Luciano Milici, autor do livro “A página perdida de Camões”. Esta palestra ocorreu no colégio Julio Mesquita, um famoso colégio particular da minha cidade. Foram selecionados apenas dez alunos da escola pública em que eu estudo para assistir a palestra, e eu fui um dos privilegiados.

Antes de entrarmos na escola já sentimos a diferença de classes, entre nós e os alunos, pois duas adolescentes, da nossa faixa etária, estavam discutindo sobre preços de óculos de sol, e o mais barato para elas era incrivelmente caro para mim e meus amigos.
Ao entrarmos no colégio nos deparamos com uma recepção totalmente diferente da nossa. Era uma recepção digna de uma empresa, com um grande aquário na parede e sofás de couro. Já a nossa é uma simples janelinha que separa o pai, aluno ou quem quer que seja do funcionário da secretaria do colégio.
Entrando no primeiro corredor, encontramos uma daquelas máquinas de alimento que, geralmente, somente vemos em filmes americanos. Diferente da entrada do nosso colégio, que assim que entramos deparamo-nos com uma obra inacabada e atrasada.
Ironia ou não, quando chegamos no corredor onde se localizava o local em que a palestra seria ministrada, vimos um cartaz escrito “Desigualdade social” e somente esse cartaz nos separava dos olhares de estranhamento de todos aqueles alunos de uma classe social acima da nossa.
Eu analisava-os com o mesmo olhar de estranhamento, como se fosse o encontro de duas espécies de animais diferentes. Naquele momento eu tentava imaginar o que se passava na cabeça daqueles alunos, tenho certeza que todos temos preocupações parecidas, mas ao mesmo tempo tão distintas.
Tive a oportunidade de conhecer todas as dependências do colégio, desde a quadra até as salas de aula do maternal. As diferenças entre este colégio e o público são gritantes. O laboratório é muito mais equipado, as salas de aula são menores, sendo assim, havia um menor número de alunos por sala, facilitando o trabalho do professor. Havia também armários nos corredores, para que os alunos guardem seus materiais, entre outras diferenças estruturais e educacionais.
Agora eu lhe pergunto, até quando estas diferenças continuarão tão gritantes? É normal um investimento de bilhões na construção de estádios, enquanto temos escolas que não tem, ao menos, uma quadra de esportes? Eu já não sei mais o que dizer e já estou cansado de ver tanta desigualdade. Diga-me, quais as chances de um aluno de escola pública contra esta burguesia?
Em suma, este texto é apenas uma tentativa de abrir os olhos daqueles que não querem ver a situação em que se encontra a educação pública no Brasil. Só digo mais uma coisa, se a população continuar com este grau de passividade perante a isso a tendência é só piorar.

Agora você me pergunta “Felipe, mas você foi a uma palestra sobre um livro que parece ser o máximo. Você não vai falar nada sobre?” Claro que sim! Resenharei o livro assim que possível, porque o livro me parece genial, mas enquanto isso você pode assistir o book trailer clicando aqui



segunda-feira, 6 de maio de 2013

TAG: 3 em 1

Olá gente, fui tagueado pelo blog Papo de Livro para responder a tag 3 em 1. Esta funciona da seguinte forma:
Os blogueiros que receberem a tag devem postar a foto das 5 melhores capas da sua estante, postar a foto arco-íris e responder a todas as perguntas da entrevista coletiva. Feito isso, devem indicar e linkar até 10 blogs com menos de 200 membros, pois o intuito da tag é fazer com que esses sejam mais vistos e promover a união dos blogs. Não se esqueçam de linkar a pessoa que te enviou a tag.


1 - Escolher as 5 capas mais bonitas da estante




2- Arco-íris Literário 
Não tinha muitos livros com as cores pedidas então Harry Potter reinou. Não ficou um arco-íris com cores forte e lindo como ele deveria ser, mas é vida né galerinha hehe.


Vermelho, Laranja, Amarelo, Verde, Azul, Anil, Violeta

3 - Entrevista Coletiva

1. Como escolheu o nome do blog?  Eu queria um blog que eu falasse principalmente sobre livros, mas eu queria falar sobre outras coisas também, então acabei colocando "Resenhas e muito mais" não é nada criativo, porém é a vida. (Kkkkk)

2. Quanto tempo se dedica ao blog? Não sei, mas não me dedico o tanto que gostaria, já que estou em ano de vestibular então acabo tendo outras prioridades. Porém passarei a gerenciar melhor meu tempo para me dedicar mais ao blog.

3. Já teve algum problema com comentários anônimos no blog? Qual? Nunca tive nenhum tipo de problema, espero que isso nunca aconteça.

4. Você se inspira em outro blog? Qual? O principal é o Minha estante, acho que o bruno é uma grande inspiração para diversos blogueiros.

5. Quanto tempo está na blogosfera? Com este blog menos de 2 meses, mas já tive vários outros blogs que acabaram não indo pra frente, mas estou na blogosfera desde 2009.

6. Quantos blogs visita por dia? Muitos realmente muitos. Porém a maioria é literário, pois sempre estou a procura de resenhas, e quando resolvo ler um livro pesquiso tudo sobre ele antes de comprar.

7. Quantos livros lê por mês? Uns 3 ou 4 livros, vária muito, depende do tamanho do livro e se estou com dinheiro para comprá-los.

8. Livros curtos ou grandes? Isso realmente não importa. Eu prezo por uma boa história com personagens bem construídos e envolventes.

9. Já ficou sem inspiração pra postar? Como superou isso? Muitas vezes, tanto que o blog nem tem tantos posts. Como eu empaquei no segundo livro da série "Crônicas de gelo e fogo" estou sem postar resenhas, então acabo postando poemas que eu escrevo para atualizar.

10. Pretende mudar algo no blog em 2013? Por enquanto não tenho nada em mente, mas ao longo do ano quem sabe.

Blogs tagueados:
Encantos Paralelos
Blog Crazy For Books